1.  Originalmente, a data era utilizada pelos povos antigos que habitavam a bacia do Mediterrâneo para prestar sacrifícios de gratidão aos deuses pela colheita da primeira lua cheia da primavera. 
  2. Em 1513 a.C., os judeus instituíram a Páscoa para lembrar um marco na história de seu povo: a travessia do mar Vermelho, depois do fim de um longo período de escravidão no Egito, em busca da Terra Prometida.
  3. A origem da palavra “Páscoa” é hebraica. Vem de “Pessach”, que significa “passagem”.
  4. Séculos mais tarde, a Páscoa ganhou um terceiro significado: a passagem da morte para a vida. Os cristãos utilizam a comemoração para relembrar a imolação de Jesus, o Filho de Deus, que com seu sacrifício livrou os homens dos pecados. A libertação, que para os judeus foi física, se tornou também espiritual. 
  5. A Sexta-feira santa lembra o dia da morte de Jesus Cristo, que foi condenado pelo Sinédrio, o tribunal judeu, e também pelo imperador romano Pôncio Pilatos, por se declarar como o messias que todos aguardavam. Jesus foi crucificado no monte Gólgota, próximo a Jerusalém, em Israel. Já o Domingo de Páscoa é a data em que se celebra a ressurreição de Cristo. O domingo anterior ao dia da Páscoa é o Domingo de Ramos, celebração da entrada de Jesus em Jerusalém, que marca o início da Semana Santa. 
  6. Os católicos acreditam que a ressurreição de Cristo ocorreu próximo ao equinócio da primavera no hemisfério norte, em um dia de lua cheia. Por isso, em 325 d.C., o Concílio de Niceia estabeleceu que a festividade sempre cairia no primeiro domingo depois que esses eventos ocorressem. Com a introdução do calendário gregoriano em 1582, o cálculo da data passou a ser feito pelo calendário lunar, cujo mês tem 22 dias. A Páscoa é celebrada desde então no primeiro domingo depois da lua cheia eclesiástica pós-equinócio, que sempre acontece entre os dias 22 de março e 25 de abril. 
  7. No Hemisfério Norte, a Páscoa, comemorada no início da primavera, também celebra o fim do inverno, ou a volta da vida. Segundo o historiador Venerável Bede, o próprio nome inglês para a celebração, Easter, deriva de Eostre, deusa anglo-saxã do amanhecer. Ambas as palavras representam o renascimento: depois da escuridão, a restauração. 
  8. A Páscoa judaica, ou Pessach, é comemorada no 14º dia de Nissan (primeiro dos doze meses do calendário judaico, que se inicia com a primeira lua nova da época da cevada madura em Israel). Uma série de rituais marca a festa, celebrada durante oito dias. Entre eles figura o Seder, um banquete onde é recontada toda a história da fuga do Egito. Essa refeição inclui uma série de alimentos com função simbólica. 
  9. O costume de se trocar ovos na Páscoa começou nos primórdios da tradição da data. Mas a substituição dos ovos de verdade pelos de chocolate veio só no século 19, primeiramente na Alemanha. O ovo é um símbolo de nascimento, de renovação da vida – o mote da celebração da Páscoa.